"Só envelhece o que se apresenta como verdade." Nilton Bonder
Há empresas que mostram-se ao mercado como sendo as donas do certo, daquilo que julgam ser a verdade.
Criticam seus clientes chamando-os de estúpidos quando não levam a sério o que pregam como “verdade”.
Muitas vezes, diante da dificuldade de convence-los culpam o país por continuar mantendo gente assim.
No entanto, a vida é movimento, é surpresa atrás de surpresa, é mudança atrás de mudança, é um tempo onde o inesperado acontece e desafia.
Ao perder a sintonia com a complexidade do ambiente seres humanos perdem o sentido da jornada.
Esse desafio, quando devidamente encarado, é responsável por nos empurrar para a frente, nos impondo uma nova forma, mais evoluída, mais alinhada, o que nos faz mais sábios a casa passo.
De fato, basta ficarmos parados para irmos para trás!
Aqueles que nos ultrapassam e seguem determinados acabam construindo o futuro que nós mesmos iremos viver.
No campo dos negócios entre empresas todos esses aspectos interferem no desenvolvimento das relações substantivas com os clientes que, como sabemos, são requisitos fundamentais para a eclosão de negócios admiráveis e duradouros.
O apego a uma só maneira de olhar o que passa, além de nos afastar das outras pessoas imprime nas suas almas uma sensação de estarem diante de algo velho, superado, o que acaba significando obsolescência.
Realmente, clientes sentem-se mal diante de uma solução ultrapassada na percepção deles. Claramente preferem o que é mais atual e moderno, consistente com o momento que estão vivendo.
Deletar o que é velho, tanto dentro de nós como na empresa, é se desfazer daquilo que já passou, já cansou e não serve mais.
Um interessante ponto de partida para se identificar o que parece ser velhice pode ser avaliarmos, dentro de nós, o que acreditamos ser o certo, o imutável e o verdadeiro.
Certamente será uma tarefa difícil e pouco prazerosa…
Talvez, de tempos em tempos, conduzirmos com a equipe um “inventário das iniciativas corriqueiras repetidas”, principalmente ligadas às práticas no atender clientes, seja uma maneira mais suave e inteligente de tratarmos a questão.
De fato, além de nos oxigenar, revelar novos caminhos e sobretudo escaparmos da tal “velhice” esse inventário irá nos propiciar a chance de exercitarmos melhor como separar sempre o joio do trigo.
Quem sabe essa ideia possa fazer de nós um maestro no lidar com o tal bom senso que se instalou por aí e que continua insistindo em gerar mesmices.
O protagonismo dos seus melhores líderes, esperado pelas boas empresas, torna-se um modelo a ser seguido quando guia-se por esse corajoso “mal senso”.
O que lhe parece?