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A empresa não pode morrer!

O planejamento estratégico das empresas mais longevas tem como objetivo principal manter a empresa viva.

 

Enquanto a maioria se coloca voltada para aumentar o retorno financeiro as empresas que se perenizam cuidam da saúde, fazendo de tudo para não morrerem.

 

Realmente toda empresa é um organismo vivo e portanto depende de motivos e razão de ser para continuarem existindo.

Só o dinheiro, embora fundamental, não é suficiente para viverem bem.

 

O essencial, que responde pelo que elas têm de melhor, é o tônus que exige ser mantido, cultivado e fortalecido.

 

Dentre os inúmeros casos que mostram como essas situações acontecem lembrei-me do famoso Forno de Minas.

 

Forno de Minas foi fundado em 1990, em Belo Horizonte, por:

Dalva Couto Mendonça e seus filhos Hélida Mendonça e Hélder Mendonça

 

Tudo começou com uma bela receita caseira de pão de queijo que virou um negócio industrial de grande sucesso no Brasil.  

 

Em 1999, a família vendeu a empresa por milhões para a multinacional americana Pillsbury, que depois passou a fazer parte da General Mills.  

 

O novos donos priorizaram maximizar o lucro:

 

• A receita original foi alterada para reduzir dramaticamente os custos.

• A qualidade percebida caiu e eles não se tocaram.

• As vendas diminuíram.

• A operação precisou ser encerrada e os funcionários demitidos .

 

Diante do desastre, a multinacional decidiu encerrar a operação — e tratou de vende-la por qualquer dinheiro de volta.

 

Em 2009 os fundadores armados da maior coragem a recompraram por um mínimo em relação aquele que venderam.

 

• Reativaram a fábrica.

• Chamaram de volta os antigos funcionários.

   .  Resgataram  a qualidade original.

• Graças a essas medidas retomaram a receita dos bons tempos.

 

O Forno de Minas voltou às suas raízes!

 

Numa entrevista num importante jornal de negócios da época foi perguntado à família Mendonça: “o que vocês fizeram para o Forno de Minas voltar a ser altamente rentável e retomar a liderança de mercado?”.

 

Resposta: “ ué, voltamos a pôr queijo no pão de queijo!”

 

Com o resgate da essência o sucesso não parou por aí:

 

• em 2018: venderam 49% para a canadense McCain Foods, mantendo o controle .

• em 2023: venderam 100% da empresa para a McCain, que passou a ser a controladora total .

 

Aprendizado para a nossa vida como executivos:

 

Quando a empresa perde a essência ela acaba, ela morre!

 

A essência é o passaporte para o progresso de uma empresa que sonha ser a preferida no foco dos seus clientes!

Autor: José Carlos Teixeira Moreira