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Ética da “Desconfiança”

As maiores perdas que existem têm origem em contextos em que deixamos a desconfiança reinar,
Há suspeitas de que tornar-se desconfiado vem da falta de berço associada a situações sofridas que sequestraram o prazer de viver da pessoa. 
Mesmo em situações corriqueiras, quando o indivíduo se deixa levar pela desconfiança, tudo o que vier pela frente já nasce empobrecido.
Colocar sob suspeita as causas das dificuldades na vida, sempre desconfiando que houve má intenção de alguém, custa tão caro que nunca o resultado compensa. 
O sucesso de todas as alianças prósperas entre seres humanos sempre se baseia na confiança. 
A própria Economia parte da confiança. O dinheiro de um país vale pela imagem de confiança que aquele povo exala. 
No campo da Administração, no entanto, a maioria dos sistemas de gestão se baseia na desconfiança.  
No mundo dos negócios entre empresas, onde a confiança é essencial, procedimentos burocráticos arquitetados com base na desconfiança impedem que o valor seja percebido pelo cliente. 
Não é exagero afirmar que a pobreza se nutre da desconfiança. 
O que rouba a confiança rouba a riqueza. 
Talvez não haja um antídoto contra a desconfiança, quem sabe só as perdas decorrentes desse modo de ser podem, eventualmente, mitigar o desconforto de pessoas desconfiadas. 
Os saberes práticos, fruto da experiência, indicam uma maneira capaz de, muitas vezes, desestruturar uma pessoa movida pela ética da desconfiança: o “efeito São Tomé”, ou seja, ver para crer. 
“Arranje” um jeito, visível, concreto,
 e criativo de apresentar a solução escolhida, primeira via desconfiança e, em seguida a mesma solução via confiança. 
Identifique na primeira a enorme geração de custo e perdas que é gerada por conta da falta de confiança e, na segunda, o brilho da criação de valor em cada fase do processo. 
Meça o resultado pelo impacto na face do sujeito desconfiado. 
O resultado estará expresso na palidez do seu olhar, abalado e desnorteado diante das crenças que julgava definitivas. 
Não perca a esperança! Cumprimente você mesmo por esse primeiro passo! 

Autor: José Carlos Teixeira Moreira