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Expectativas não atendidas

Em muitos casos clientes reclamam de expectativas não atendidas por conta do projeto contratado com um determinado provedor de serviços. 
Esse tipo de desconforto tem sido clássico, particularmente nos serviços prestados por advogados, engenheiros, técnicos, consultores em geral, especialistas em áreas comportamentais e até no caso de médicos generalistas. 
A causa raiz dessa frustração, a meu ver, se deve à diferença em relação ao esperado, no ponto de vista de quem contratou e no de quem ficou incumbido do serviço. 
Muitos provedores de serviços se contentam em combinar com o cliente apenas o objetivo daquilo que será feito, sem levar em conta que o reconhecimento final do valor do trabalho só acontecerá se o quê o cliente esperava realmente aconteceu.
Isso é o que chamo de resultado esperado no foco do cliente. 
Investir um tempo para acordar com o cliente o que deverá ser o resultado de tudo aquilo é o mesmo que trazer para valor presente o sucesso do trabalho. 
É impressionante notar, mesmo com o objetivo claramente acertado entre as partes, a disparidade de expectativas que frequentemente se instala entre quem contrata e quem foi contratado. 
Esse é um dos mais críticos ruídos da comunicação entre seres humanos: a gente sabe o que falou, mas não sabe o que o outro entendeu! 
Expectativas não atendidas nascem desse enrosco. 
Quando se combina e ajusta, antes de mais nada, os resultados esperados com o cliente, além de tornar o trabalho muito mais cooperativo e prazeroso, mitiga-se enormemente a sofrida frustração por expectativas não atendidas. 
Clientes elogiam o seu fornecedor preferido ressaltando os resultados alcançados através dele e não os objetivos que o levaram a ser contratado. 
Trata-se, enfim, de se estabelecer limites para que a sonhada alta performance de um bom serviço possa acontecer. 
Pense nisso! 

Autor: José Carlos Teixeira Moreira