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Karl Marx na época em que vivia, por Stephen Kanitz

“Muitos poucos intelectuais leem Das Kapital no original. 
95% dos marxistas aprendem marxismo interpretado por terceiros, que normalmente dão ênfase de acordo com a sua inclinação política, enfatizando uma ideia ou outra, de acordo com o seu ponto de vista. 
Eu, Stephen Kanitz, li a primeira edição em inglês, da minha coleção de livros raros, porque sinto que um dia os livros irão sumir. 
A maioria dos que cultuam Marx acaba resumindo o marxismo em 3 ideias principais, em detrimento de todas as demais. 
1. “trabalhadores chão de fábrica” são explorados pelos engenheiros inventores das máquinas”,  
2. “que o mundo será uma constante “luta entre essas duas classes até ser implantado o comunismo”,  
3. É preciso o “fim da propriedade privada dos bens de capital”. “Tudo deve ser estatizado”. 
O que a maioria dos tais estudiosos omite é o raciocínio que Marx usou para chegar a estas revolucionárias conclusões. 
Marx percebeu que as máquinas inventadas e custeadas pelos engenheiros inovadores da revolução industrial aumentavam em 10 vezes a produtividade do trabalhador do chão de fábrica. 
Marx achava assim que essas 10 vezes de aumento de produtividade deveriam reverter totalmente para os trabalhadores e não para os engenheiros. 
Naquele tempo não existia ainda a Indústria Mecânica, fabricante de máquinas e equipamentos.  
Os equipamentos eram construídos pelos próprios trabalhadores. Eram eles que montavam os teares manuais e semi manuais, segundo as especificações dos engenheiros. 
Então dá para entender por que Marx achava injusto os engenheiros abocanharem os 10 x desse aumento de produtividade e não os trabalhadores. 
Claramente Marx estava errado, caso contrário nenhum engenheiro no futuro iria fabricar e inovar, mas Marx insistiu na sua tese por uma situação peculiar da época. 
Marx se baseou no economista David Ricardo afirmava que somente o trabalhador gerava valor e ponto final.  
Opinião equivocada, porque engenheiros, desenhistas, arquitetos, mineradores, professores, cientistas, comerciários, banqueiros também acrescentam valor. 
Karl Marx não viveu para ver que aqueles engenheiros, diante da concorrência que fatalmente iria ocorrer, passaram a repassar até 90% dos ganhos de produtividade ao consumidor. 
E não pode constatar que direta e indiretamente esse fenômeno beneficiaria os trabalhadores do mundo inteiro com mais variedade e preços cada vez mais baixos de tudo que eles precisariam para viver melhor. 
Na realidade aqueles engenheiros, na época, estavam de fato “explorando” os consumidores, pois cobravam os mesmos preços apesar do aumento que conseguiam de produtividade”. 
Mas a principal razão com que fez a opinião geral mudar foi que os bens industrializados eram de muito melhor qualidade do que os feitos a mão pelos trabalhadores. 
Graças a futura livre concorrência os preços começaram a cair anos depois e tudo se tornou mais disponível e fácil para o povo. 
Atualmente o Google, o You Tube, o email, o Wordpress, a IA são oferecidos de graça, algo imaginável para Karl Marx. 
A tal produtividade, no entanto, acabou sendo repassada, não totalmente em 100%, mas pelo menos uns 95%, basta ver a queda vertiginosa, em relação à época, dos preços de bens industriais e de consumo” 
Lendo esse interessante arrazoado penso que se Karl Marx ainda vivesse, ele, quem sabe, seria o maior propagador da livre iniciativa, quando comprometida com a geração e produção de riquezas criadas por empreendedores voltados para o bem da Sociedade. 
Quem sabe… 

Autor: José Carlos Teixeira Moreira