Não deixe a oportunidade sumir numa proposta!
Euclides é um profissional renomado, muito bem avaliado no mercado e diretor emblemático de uma grande empresa.
Como sempre acontece com gente assim Euclides vivia recebendo convites para assumir posições relevantes em outras empresas.
Diante de um tentador convite aceitou um encontro com um CEO que lhe elogio muito e ofereceu um cargo fantástico cheio de benefícios indiretos.
A certa altura o CEO lhe pede para fazer uma proposta para ir trabalhar lá.
Euclides, confundindo claramente o que estava acontecendo mencionou o honorário que esperava receber.
Acabou sendo motivo de gracejos deixando no ar uma falta de noção da realidade.
Saiu triste, com a auto estima lá embaixo, sentindo-se tapeado pela perda de tempo.
Um cliente, com base no que ouviu de bom sobre a empresa, solicita um fornecimento.
O pessoal de atendimento na ânsia de vender esquece que deve responder ao pedido do cliente e parte para o costumeiro: fazer uma proposta.
Em outras palavras: joga-se fora o privilégio de ter sido escolhido e se apequena propondo algo para ser comprado quando 80% já havia sido vendido.
Uma proposta parte do princípio de que aquele cliente é
ou costuma comprar de concorrentes ou nunca comprou de nós ou ainda, se porventura comprou foi através de relações com pessoas que já não estão mais na ativa.
Uma proposta nasce portanto de um heroico esforço de vendas sonorizado por um incansável knock the door em clientes alvo.
Esse gesto tem sentido quando a empresa é nova, sem muitos clientes emblemáticos, seus produtos não são conhecidos ou quando lhes faltam legados que os promovam espontâneamente no mercado.
Já uma resposta deve ser sempre um gentil e elegante reconhecimento pelo
aplauso do cliente fã do desempenho e acolhimento que pode testemunhar, pessoalmente ou através de quem ele quer bem e confia.
Em outras palavras, uma resposta é parte fundamental do respeito que se deve ter para com aqueles que nos preferem diante de tantos outros.
Quando não se atenta para o cerne do caso corre-se o risco de enorme perda de valor, forçando o preço baixo definir o negócio.
Se o Euclides soubesse ler melhor o que estava acontecendo com ele jamais faria uma proposta.
Poderia dizer:
“Eu estava bem lá na minha empresa, vocês me ligaram e convidaram para vir aqui, rasgaram elogios sobre a minha performance, contaram o que esperam de mim e eu julguei interessante”.
“Diante disso, quem deve me fazer uma proposta são vocês e não eu”.
“Caberá a mim apenas uma resposta: aceitar ou não”.
Enfim, o Euclides teria saido de uma situação que tinha tudo para dar errado para uma outra com grande possibilidade de dar certo.
Fica aqui mais uma reflexão para nossa vida como profissional e certamente como executivo.
Proposta ou Resposta?
O quê é o mais indicado para o caso em questão?