Nos negócios entre empresas os clientes acabam sentindo o mesmo que as pessoas do fornecedor sentem.
“eu continuo trabalhando naquela empresa por que…”
Pessoas saudáveis sonham o tempo todo com o melhor, com o mais próspero, com uma vida mais cheia de contentamento e felicidade.
A empresa que pretende continuar existindo de maneira próspera tem a obrigação
de saber criar e cultivar da saúde do seu ambiente para que as pessoas possam expressar o que têm de melhor para os objetivos da organização.
O papel de uma empresa saudável é gerar e produzir riquezas que possam ser úteis aos motivos dos seus clientes e ao desenvolvimento da Sociedade, esperando, como justo reconhecimento, que a promovam e a remunerem pelo valor que tem e não por um preço qualquer de mercado.
No entanto, sendo coerente com sua razão de ser, não cabe a ela prover todo o complexo enredo que seus colaboradores precisam para se sentirem realizados e felizes com suas vidas.
Indivíduos que ainda não atingiram um estado adulto de maturidade tendem a terceirizar para a empresa suas demandas emocionais e se veem inconformados esperando que ela cuide de tudo isso.
Infelizmente ainda há uma perniciosa corrente no campo que desnorteia essas sofridas e frágeis pessoas inoculando em suas mentes essa equivocada obrigatoriedade empresarial.
Lidar com os desafios próprios da vida é de responsabilidade absoluta de cada um de nós.
Uma organização sábia entende que, para cumprir o seu papel na Sociedade, quanto mais ampliar o horizonte de conhecimento das pessoas que a fazem existir, estimulando suas ambições legítimas, mais resultados sustentáveis irá colher.
Ampliar o horizonte significa dar consciência dos propósitos éticos da companhia deixando claro as responsabilidades inerentes, incentivando a curiosidade e, sobretudo, ensinando como se deve lidar com limites quando a meta pessoal está em atingir um alto desempenho.
A companhia, portanto, não é uma clínica onde pessoas lá estão para resolver problemas que as perturbam há um longo tempo.
Quando se atreve a fazer isso a empresa o faz de maneira tosca, fugindo da sua razão de ser, frustrando os seus melhores talentos, ou seja, começa encerrar o expediente antes da hora e chega ao fim.
Um líder realmente servidor, estimula e encoraja seus liderados a buscar ajuda fora da empresa e os acolhe com afabilidade e compreensão durante esse sofrido processo, abrindo mão de agir como um falso terapeuta.
Para valer a pena continuar trabalhando numa empresa, enfim, é preciso sentir que se sente bem; é aceitar os limites que ali estão presentes como fatores fundamentais para que se possa atingir os resultados esperados pela organização.
Os clientes, por sua vez, irão agradecer por se verem ao lado de gente de bem com a vida.
Vale um alerta: ao constatar que a empresa está passando das suas competências devemos nos proteger por antecipação: contar 1, 2,3 e ir cantar noutra freguesia!