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O macaco estava solto!

Quando dos problemas ou dos acertos que se queira tratar numa empresa é tentador deixar-se levar por alternativas complicadas e difíceis de serem  implementadas.

 

Um dos meus hobbies é cuidar de carros antigos, aqueles que fizeram-me sonhar quando menino.

São os meus brinquedos com os netos, psicoterapia a essa altura da vida e recordação de momentos felizes que guardo na memória.

.

Realmente, o passado é a única coisa que a gente tem de fato.  Ninguém mais tem esse passado! 

 

Por isso, cuidar desse passado faz-me muito bem, no entanto as “modernidades” para resgatar o que o passado nos trouxe de bom nem sempre são as mais indicadas.

 

Achei por bem refazer a suspensão de um dos carrinhos antigos que gosto muito.

 

Ficou caro porque escolhi uma oficina famosa cheia de equipamentos de última geração.

Pedi para trocarem tudo que dava sinal de fadiga.

 

Ao ficar pronto saí todo animado e logo caí para trás quando numa das oscilações do asfalto apareceu um barulho infernal na parte de trás do carro!

 

Voltei à oficina e meio desconfortável disse aos técnicos que não aprovei o serviço e assim exigi que revisassem tudo.

 

Viraram e mexeram, soltaram o que estava preso, mediram folgas e conexões, tiraram e puzeram de novo o eixo traseiro, rebalancearam as rodas e depois de dias me entregaram o carro junto com mais uma nota bem cara a ser paga.

 

Saí e levei um susto! O barulho acontecia do mesmo jeito; bastava andar meio rápido que a pancadaria começava!

 

Ao chegar em casa, bravo, não sei porque, talvez lembrando das lindas viagens que fiz com

o carro no passado, abri o porta malas e fiquei olhando em tudo que estava lá dentro.

 

Não é que o macaco original simplesmente estava fora do lugar, colidindo com a lataria o tempo todo e, pior, nos solavancos fazendo um escarcéu danado!

 

Acertei o macaco e o barulho  sumiu!

 

Pois é, na vida, ruídos e muitos reparos nem sempre exigem complicados exames e intervençôes difíceis.

 

Basta olhar o que ninguém dos chamados especialistas teve a humildade, a ousadia e a curiosidade de ver.

 

A lição do macaco serviu para mim mais do que para os técnicos que me atenderam.

 

Aprendi: 

A partir de agora vou começar os meus trabalhos olhando e reparando o que acontece pelo “porta malas das companhias”, principalmente quando me pedem coisas complicadas na expectativa de ganharem o mercado.

 

Acredito que eu deva ter mais êxito e ainda deixar os meus clientes muito mais

“espantados” com a minha performance!

 

Que bom que o macaco estava  solto!

Quando dos problemas ou dos acertos que se queira tratar numa empresa é tentador deixar-se levar por alternativas complicadas e difíceis de serem  implementadas.

 

Um dos meus hobbies é cuidar de carros antigos, aqueles que fizeram-me sonhar quando menino.

São os meus brinquedos com os netos, psicoterapia a essa altura da vida e recordação de momentos felizes que guardo na memória.

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Realmente, o passado é a única coisa que a gente tem de fato.  Ninguém mais tem esse passado! 

 

Por isso, cuidar desse passado faz-me muito bem, no entanto as “modernidades” para resgatar o que o passado nos trouxe de bom nem sempre são as mais indicadas.

 

Achei por bem refazer a suspensão de um dos carrinhos antigos que gosto muito.

 

Ficou caro porque escolhi uma oficina famosa cheia de equipamentos de última geração.

Pedi para trocarem tudo que dava sinal de fadiga.

 

Ao ficar pronto saí todo animado e logo caí para trás quando numa das oscilações do asfalto apareceu um barulho infernal na parte de trás do carro!

 

Voltei à oficina e meio desconfortável disse aos técnicos que não aprovei o serviço e assim exigi que revisassem tudo.

 

Viraram e mexeram, soltaram o que estava preso, mediram folgas e conexões, tiraram e puzeram de novo o eixo traseiro, rebalancearam as rodas e depois de dias me entregaram o carro junto com mais uma nota bem cara a ser paga.

 

Saí e levei um susto! O barulho acontecia do mesmo jeito; bastava andar meio rápido que a pancadaria começava!

 

Ao chegar em casa, bravo, não sei porque, talvez lembrando das lindas viagens que fiz com

o carro no passado, abri o porta malas e fiquei olhando em tudo que estava lá dentro.

 

Não é que o macaco original simplesmente estava fora do lugar, colidindo com a lataria o tempo todo e, pior, nos solavancos fazendo um escarcéu danado!

 

Acertei o macaco e o barulho  sumiu!

 

Pois é, na vida, ruídos e muitos reparos nem sempre exigem complicados exames e intervençôes difíceis.

 

Basta olhar o que ninguém dos chamados especialistas teve a humildade, a ousadia e a curiosidade de ver.

 

A lição do macaco serviu para mim mais do que para os técnicos que me atenderam.

 

Aprendi: 

A partir de agora vou começar os meus trabalhos olhando e reparando o que acontece pelo “porta malas das companhias”, principalmente quando me pedem coisas complicadas na expectativa de ganharem o mercado.

 

Acredito que eu deva ter mais êxito e ainda deixar os meus clientes muito mais

“espantados” com a minha performance!

 

Que bom que o macaco estava  solto!

Autor: José Carlos Teixeira Moreira