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O poder da desconfiança

Inspirado pelo querido amigo Claudio Garcia, através do seu artigo no Jornal Valor Econômico, achei por bem propor a vocês essa reflexão.

Aprendemos que quando uma pessoa comete uma falha a culpa é dela.

Acontece que, muitas vezes, quem a induziu agir assim não considerou a sua capacidade de discernir.

Tentar um espírito fragilizado a errar é ser o responsável pelo que aconteceu.

Certos compradores se portam como pessoas desonestas quando, em muitos casos, não resistiram à tentação de lançarem mão de expedientes predadores estimulados pelos próprios vendedores que os atendem.

Um profissional mais evoluído, ao desconfiar de que pode estar sendo alvo de uma manipulação dessa ordem, transfere imediatamente a confiança para outro fornecedor supostamente mais ético e consistente.

Essa questão, sem dúvida nenhuma complexa, precisa fazer parte da formação dos vendedores e particularmente dos responsáveis pelo sistema de gestão da companhia. 

Talvez seja por isso que clientes, principalmente depois que assinam o contrato, sentem-se reféns de regras internas do fornecedor calcadas na desconfiança.

Os tradicionais procedimentos de controle historicamente partem da desconfiança, seja em relação aos vendedores, aos colaboradores da empresa, aos clientes e, principalmente aos fornecedores.

Não há nada mais predador para uma relação humana saudável e promissora do que o imperativo da desconfiança.

Deixar a desconfiança pautar as relações de negócios é o mesmo que ir contra a Economia.

A Economia é fundamentada na confiança.

Como o mundo atual tem sido infestado por toda essa desconfiança, quando a empresa revê seus valores e conta com a sua liderança testemunhando um comportamento de confiança, todos ganham estando juntos e os clientes, por sua vez, os premiam pela preferência.

No entanto a desconfiança pode ter uma função importante: vir a ser a plataforma revolucionária para o corte de custos da empresa através do seu contrário, a confiança.

Quem confia sabe colocar o cérebro estabelecendo limites para o coração.

Confiança não é propriedade de ingênuos. Confiar é predicado de inteligência daqueles que evoluem e são gratos a vida.

Autor: José Carlos Teixeira Moreira