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Receita antes do diagnóstico

Algumas vezes nos chegam pedidos de “remédios de Marketing B2B” receitados pelo próprio cliente. 
De fato, marketing e saúde todo mundo acha que nasce sabendo… 
Atender “remédios” há quem faça mas, seguramente nunca é algo prudente. 
Com base em tudo que tenho vivido em Marketing CNPJ 2 CNPJ,  passar por cima de uma análise crítica do estado de vida da organização, no afã de servir ou mesmo vender uma solução mágica, foge do que julgo ético. 
Um bom e assertivo diagnóstico poupa tempo e inspira o melhor que se deve fazer para assegurar o sucesso mercadológico de uma companhia que veio para ficar. 
Análises desse teor, além de identificar caminhos interessantes, desenvolvem o espírito crítico da empresa fazendo-a resistente a uma grande indústria de drogas de Marketing que insiste infeccionar desavisados. 
Um diagnóstico de marketing bem feito se baseia em vertentes preciosas: 

  • qual significado move o cliente a comprar? 
  • quais os motivos internos que o elenco da nossa empresa assume como regra? 
  • de onde vem o lucro da nossa empresa? 
  • quais sucedâneos o cliente usa para ter o que precisa? 
  • qual é o organograma invisível no cliente que valida a escolha de um bom fornecedor? 
  • o que o cliente perde se não houver a nossa contribuição? 
  • o quê o mundo perde se fecharmos as portas? 
  • o quê o cliente acha que o nosso produto tem de bom? 
  • o que ele mais precisa e não sabe pedir? 

Essas questões, dentre outras, quando avaliadas, sentindo-se e observando e não perguntando, lançando mão de um olhar muito além dos números, serão os ingredientes de valor de um inteligente, criativo, generoso e cheio de graça plano de marketing industrial. 
Experimente! 

Autor: José Carlos Teixeira Moreira