Rejuvenescendo a origem
Muitas empresas confundem expansão com crescimento.
Expandir é aumentar o território, é ampliar o raio de ação.
Crescer é aumentar o tônus, é exponenciar o valor que a empresa tem, ou seja, tudo aquilo que faz os clientes correrem atrás dela porque se sentem melhores estando juntos.
Como lembra o Cristiano Ramos, da EMI, o ideal olímpico é crescer e ampliar, nessa ordem.
Nos últimos tempos inúmeras organizações se deram conta de que estavam trilhando um caminho pedregoso, cheio de obstáculos por terem escolhido expandir antes de crescer.
O que se passava por ativos eram na verdade passivos que consumiam a companhia.
Tenho para mim que expandir é resultado de uma certa ganância, uma compulsão por ter mais, ganhar mais, vender mais, enquanto crescer nasce da busca por ser mais, ter mais valor, atrair mais e receber uma justa paga por isso.
Num momento de severas dificuldades políticas, sociais e econômicas, não só no Brasil, aqueles que inverteram a equação, colocando a expansão em primeiro lugar, estão correndo atrás do prejuízo, lutando contra o tempo para não desaparecer.
Clientes preferem comprar de quem cresce e não de quem expande.
Escalabilidade pode ser bom para quem vende commodity ou algo que é comprado apenas por conveniência, onde a facilidade e preço comandam.
Agora, se você acredita que os seus clientes compram com base na confiança que depositam nas pessoas de sua empresa, livre-se do tamanho e potencialize o seu núcleo de crescimento.
Aumente o conhecimento de todos da casa e os ensine a compartilhar o que sabem com os clientes.
Eleja o mérito, reconhecido pelo Gesto de Servir os clientes, como ponto forte da organização.
Rejuvenesça! Volte à origem, ao que fez com que a empresa chegasse até hoje.
É mais digno, mais inteligente, mais barato, mais empolgante e mais lucrativo!