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Warm Up filosófico para um Planejamento Estratégico Vencedor

A existência humana tem sido, ao longo dos séculos, motivo.
de profundas reflexões filosóficas, artísticas, científicas e mesmo empresariais. 
Nesses contextos a finitude humana desponta como um conceito essencial para a compreensão da nossa condição existencial, especialmente quando contraposto à crença comum de que o ser humano vive a infinitude dos tempos. 
A finitude revela que nossos dias são contados, que cada momento é precioso e que a vida, em sua efemeridade, convida a reconhecermos que nossas jornadas são limitadas e por isso nos impele a agradecer e valorizar cada dia e os momentos que verdadeiramente importam. 
Líderes empresariais muitas vezes se abalam diante dessa questão de finitude. 
Por outro lado, a ideia de infinitude, retratada como uma busca incansável por legados, conquistas e perpetuação obscurece a beleza e a profundidade que reside na noção de finitude. 
Considerar a finitude pode servir como fonte poderosa de criatividade. Os grandes artistas e pensadores sempre canalizaram a consciência de sua mortalidade em obras que permanecem como legados atemporais.  
Em vez de desperdiçarmos tempo em trivialidades, somos motivados a cultivar relações significativas e a buscar propósitos que ressoem com a nossa essência. 
A urgência de criar algo duradouro, mesmo diante da inevitabilidade do fim, nos motiva a inovar e dar forma a soluções que transcendem o período de suas criações.  
A percepção da finitude, portanto, enriquece a nossa experiência nos conferindo um sentido de urgência e um desejo de deixar uma marca, não sobre a eternidade, mas sobre a memória coletiva que nos cerca. 
Ao aceitarmos a impermanência ficamos mais abertos a adaptação e a resiliência.  
A consciência da finitude nos permite apreciar mais profundamente as vitórias e as lições que recebemos em nosso caminho. 
Num contraponto, a crença na infinitude pode nos levar a uma desvalorização do presente. Em um mundo que exalta a busca por mais – mais riquezas, mais poder, mais influências – acabamos esquecendo o valor daqui e agora.  
A ilusão de uma vida sem fim nos coloca promovendo a procrastinação e a apatia, já que nos diz que sempre haverá tempo para realizar nossos sonhos, expressar sentimentos ou mesmo buscar reconciliações.  
Em suma, a finitude humana precisa ser celebrada como um elemento fundamental da nossa existência e da nossa empresa, nos revelando que cada dia é uma oportunidade única e irrepetível.  
A noção de finitude nos induz a viver movidos pela primeira intenção e não pela segunda, recriando, com paixão e generosidade o mundo e os mercados à nossa volta. 
Esse é o virtuoso caminho estratégico que nos leva a conquistar riquezas genuínas. 

Autor: José Carlos Teixeira Moreira